
465 Páginas
14 x 21
ISBN: 978-85-5771-900-96
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Viagem ao centro do dia
Autor: Eustaquio Gomes
Em plena época de renascimento dos diários – ainda que na forma eletrônica dos blogs –, Eustáquio Gomes surpreende com um diário impresso que se estende por trinta e quatro anos de sua vida de escritor, jornalista e, como ele próprio diz, de “pequeno burocrata da máquina pública”. Viagem ao centro do dia é o décimo terceiro livro de Eustáquio Gomes, que já teve uma obra traduzida para o russo e mantém diários desde a infância. Este percorre um arco de tempo que vai dos dezenove aos cinqüenta e três anos do autor. Iniciado em 1973 e concluído em 2005, Viagem conta de maneira franca e direta os esforços do jovem interiorano para se tornar escritor. Na maturidade, o autor explica por que, apesar de íntimo, seu diário não estava destinado a ser póstumo: “Era preciso não esperar pela posteridade para dar testemunho de uma certa maneira de fracassar”. E completa: “Eis o meu crack-up”. Viagem é um diário cronológico na acepção do termo, mas ao organizá-lo para publicação o autor o fez como se fosse um romance – “o romance de uma vida em trânsito”, diz. Os capítulos – correspondentes a cada ano do diário – são titulados à maneira dos romances de cavalaria, cuja estrutura aberta lembra o próprio curso da vida, arbitrário e fascinante. O ano de 2001, por exemplo, é narrado sob o seguinte título: “Onde pouco ou nada se fala sobre a transfixação das Torres Gêmeas”. No 11 de setembro, o autor se limita a escrever: “O dia em que o mundo parou”. Mas seu interesse principal, na época, era a releitura de A educação sentimental, de Flaubert.

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